15 de março de 2019
POR: SES/SE
Fonte: SES/SE
Em: 15/03/2019 às 00h00

Pediatra da MNSL alerta para cuidados com cordão umbilical após nascimento do bebê


Pediatra e Neonatologista, Roseane Porto (Foto: SES/SE)

Pediatra e Neonatologista, Roseane Porto (Foto: SES/SE)

O cordão umbilical é, sem dúvida, a primeira e maior expressão da ligação entre a mãe e seu filho, ele os une durante a gestação provendo o alimento ao recém-nascido, dando a ele o preparo para sua chegada ao mundo. Nesse sentido, a Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL), unidade gerenciada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), se preocupa em oferecer às parturientes orientação e segurança para que o corte do cordão umbilical, que acontece durante o parto, ocorra com perfeição. Quem explica a importância do cordão umbilical é a Pediatra e Neonatologista, Roseane Porto, diretora técnica da MNSL.


Ela pontua que o cordão umbilical é cortado quando ocorre o parto, é pinçado e cortado. A pequena parte do cordão que permanece no bebê é chamada de coto umbilical. “Inicialmente, o coto tem um aspecto amolecido e gelatinoso, porém, com o passar dos dias, torna-se escuro e seco. Para higienizar o coto umbilical, deve-se utilizar uma haste flexível de algodão embebida de álcool a 70%, limpando inicialmente a base (entre o coto e a pele) com movimentos circulares e de maneira bem suave e, posteriormente, o restante do coto umbilical.


Ainda de acordo com ela, a limpeza pode ser realizada a cada troca de fralda e após o banho do recém-nascido, para evitar infecção. Não é recomendada a utilização de faixas, gazes, curativos oclusivos ou qualquer outro produto no coto”, alertou a médica.


“Na sala de parto, o pediatra também avalia a quantidade de vasos presentes no coto umbilical, que normalmente são três. A artéria umbilical única, quando há apenas dois vasos (01 artéria e 01 veia) no cordão umbilical, é uma condição que pode aparecer isoladamente ou pode estar associada a algumas síndromes genéticas e algumas alterações em órgãos fetais, como aqueles do sistema geniturinário, devendo-se proceder investigação diagnóstica.


Onfalite
A pediatra alertou quanto ao risco da Onfalite, que é uma infeção da pele e tecidos moles do umbigo e regiões circundantes. Se não for tratada, pode atingir uma maior área da parede abdominal e os tecidos mais profundos ou causar infeção disseminada. Sinais sistêmicos como letargia, irritabilidade, recusa ou intolerância alimentar e febre são sugestivos de complicação ou infecção grave.


A idade média de aparecimento é entre os 5 e os 9 dias de vida, sendo rara nos países desenvolvidos, estimando-se que a incidência nos países em desenvolvimento seja superior a 6%. Não existem diferenças entre gênero, embora os meninos apresentem pior prognóstico. Nos países em desenvolvimento, os usos de soluções tópicas antissépticas reduzem o risco de Onfalite e a mortalidade neonatal.


A doença localizada caracteriza-se por drenagem purulenta ou com cheiro fétido através do coto umbilical, associada a edema, eritema e maior sensibilidade cutânea na região Peri umbilical. A hemorragia do coto umbilical pode ocorrer devido ao atraso na obliteração dos vasos umbilicais. Nos casos suspeitos de onfalite, é necessário a avaliação com urgência do pediatra, para adequada conduta do caso.

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