24 de fevereiro de 2019
POR: Unit
Fonte: Unit
Em: 21/02/2019 às 22h13

Pesquisadora estuda uso de resíduo de coco como biocombustível


Elina Camarão iniciou estudo sobre reaproveitamento de resíduos na produção de biocombustíveis ou de novos produtos.


Pesquisadora Elina Camarão (Foto: Unit)

Pesquisadora Elina Camarão (Foto: Unit)


Situado no litoral, Sergipe é consumidor e produtor e coco. De acordo com pesquisa da Embrapa, o estado tem área plantada de 39.994 hectares, o que gera uma produção anual de resíduos de coqueiro de aproximadamente 334 mil toneladas, sendo 85.731 toneladas de cascas e 181.925 toneladas de folhas. Esse resíduo pode levar dez anos para se decompor. Pensando no impacto ambiental desse descarte, a pesquisadora Elina Camarão iniciou um estudo sobre reaproveitamento do material na produção de biocombustíveis ou de novos produtos.


O trabalho é uma das linhas de pesquisa desenvolvida pelo Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia Industrial da Universidade Tiradentes, um dos nove no Brasil e o único no Nordeste a atingir a nota 5 com os cursos de mestrado e doutorado acadêmico.


“Atualmente, trabalho com duas linhas de pesquisa: de produtos da região Nordeste, prospecção de plantas e de novos produtos com plantas daqui. Trabalhamos com hibiscos, mangaba, açaí. E a outra linha é combustíveis, usando resíduos agroindustrial na produção de biocombustíveis ou de novos produtos. Começamos com coco, que é um grande problema daqui”, explica a pesquisadora Elina, acrescentando que tem teses de mestrado e de doutorado que comprovam a possibilidade de uso de resíduo de coco como matéria-prima de boa qualidade para indústrias.


“Vim para cá com o projeto do coco. Depois do coco, começamos com o resíduo da produção de café porque quando a gente compra um café, jogamos fora a mesma quantidade da embalagem por meio da borra e esse resíduo é rico em muita coisa. Estamos terminando uma tese com esse tema. Também trabalhamos resíduo de madeira, sempre na perspectiva de reaproveitamento de um produto de uso nobre”, conta.


Para ela, a pesquisa científica é o caminho para geração de conhecimento e o suporte intelectual de universidades. “Quem dá o suporte intelectual, científico, a visibilidade internacional é a pesquisa. A graduação ganha muito com a pesquisa. Vim em 2015 para a Unit, na biotecnologia. E ao longo desse tempo, consegui fazer o que me comprometi, alcançando a categoria mais elevada de bolsa no CNPq, que é a 1A. Sinto-me muito contente com isso e fiquei surpresa que esses quatro anos na Unit, trabalhando arduamente, me elevaram desse modo”.


Trabalho
Elina pontua a rotina dura de um pesquisador, a qual envolve estudo, congressos, aulas e acompanhamento de alunos. “ O que se fez na pesquisa deu muito certo na Unit. É um esforço muito grande dos pesquisadores, que trabalham fim de semana, corrige prova, vai para congresso. Eu gosto da novidade, não gosto da repetição. Só posso ter novidade sempre se fizer pesquisa. Por mais que inove nas minhas aulas, se não tiver pesquisa por trás, o conteúdo vai parando. A necessidade de saber um pouco mais é um grande desafio”, avalia.


No Brasil, menos de 20% dos Programas de Pós-Graduação stricto sensu são nota 5. Com o investimento e incentivo à pesquisa científica da Unit, todos seus doutorados possuem essa avaliação e, por isso, considerados de excelência pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).


Para saber mais sobre as linhas de pesquisa que os Programas de Pós-Graduação da Unit oferecem, basta acessar esse site.

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