07 de fevereiro de 2019
POR: SES/SE
Fonte: SES/SE
Em: 06/02/2019 às 00h00

Oftalmologista explica como identificar se uma pessoa tem daltonismo


Oftalmologista explica como identificar se uma pessoa tem daltonismo (Foto: SES/SE)

Oftalmologista explica como identificar se uma pessoa tem daltonismo (Foto: SES/SE)

Você sabia que há pessoas que não enxergam as cores exatamente como são e que essa doença, conhecida como daltonismo, é mais rara em mulheres?  Para entender melhor o que é essa deficiência visual descoberta pelo cientista inglês John Dalton quando percebeu que tinha dificuldade para enxergar a cor vermelha, e como ela pode afetar o dia a dia das pessoas, a Secretaria de Estado da Saúde de Sergipe (SES) traz informações e dicas importantes.


Os seres humanos possuem 23 pares de cromossomos.  Destes, 22 são iguais em homens e mulheres e um par está ligado ao sexo, ou seja, o sexo masculino possui cromossomos XY e o sexo feminino XX. O daltonismo é uma doença que consiste na alteração da percepção das cores, é genético e está ligado aos genes recessivos localizados no cromossomo X.  E o que isso significa? Que a doença é muito mais comum em homens do que em mulheres porque os homens possuem apenas um X enquanto nas mulheres são dois e, por possuírem dois cromossomos X, a probabilidade das mulheres serem daltônicas é mínima.


De acordo com a oftalmologista do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), gerenciado pela SES, Mônica Andrade, há três tipos de daltonismo: aquele que não distingui a cor vermelha, conhecido como protanopia, o mais comum; o que dificulta enxergar a cor verde, chamado de deuteranopia; e o tritanopia que é a dificuldade em diferenciar o amarelo e o azul.


Diagnóstico
Não é possível saber se uma pessoa é daltônica sem fazer os testes. Nas crianças, os pais podem perceber a dificuldade visual quando elas trocam as cores e sempre que surgir essa dúvida é importante levar ao oftalmologista.


“O diagnóstico é feito na triagem através de testes específicos. Há uma tabela para detecção do daltonismo, o teste de Ishihara, em que o paciente vê alguns círculos com números e esses números são elaborados com cores já para poder identificar que tipo de alteração o paciente tem, ou seja, quando ele não consegue enxergar o número ou se vê números diferentes do que a pessoa sem o problema veria, temos um diagnóstico”, explica Mônica.


O teste de Ishihara foi criado em 1917 pelo Dr. Shinobu Ishihara, um oftalmologista japonês professor da Universidade de Tóquio. Há, ainda, a eletroretinografia (ERG), um exame que avalia os estímulos da retina verificando se há alguma alteração que seja compatível com o daltonismo.


Prevenção e tratamento
Por ser um problema genético, não existe prevenção e nem cura para o daltonismo. No entanto, certas doenças podem fazer com que haja percepção alterada das cores como a diabetes e algumas distrofias da retina. Mas também não é possível prevenir, só se percebe quando a doença já provocou a lesão.


“Hoje em dia, com o avanço da tecnologia, existem óculos com filtros específicos que fazem com que a pessoa enxergue as cores de forma normal e têm uma resposta muito boa”, informa a oftalmologista.


Mitos
É mito que as pessoas com daltonismo enxergam apenas tons de cinza. “Elas enxergam tons diferentes nas cores pela alteração na retina, nos cones, que são as células fotorreceptoras. Há cones e bastonetes, os cones são as células responsáveis pela percepção das cores. Então a alteração nesses cones faz com que a pessoa não perceba determinado pigmento e ao montar a imagem ela fica com uma tonalidade diferente dependendo do tipo do daltonismo, mas não é verdade que enxergam tudo em tons de cinza”, reforça Mônica.


Não é verdade, também, que os indivíduos daltônicos não podem dirigir. A depender do tipo de daltonismo que tenham, do nível de disfunção da visão de cores, é possível para o motorista daltônico associar a cor do símbolo à posição da luz nos semáforos.

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