04 de janeiro de 2019
POR: SES/SE
Fonte: SES/SE
Em: 04/01/2019 às 00h00

Bruxismo: disfunção dentária pode ser ocasionada por problemas emocionais


Bruxismo: disfunção dentária pode ser ocasionada por problemas emocionais (Foto: SES/SE)

Bruxismo: disfunção dentária pode ser ocasionada por problemas emocionais (Foto: SES/SE)

Antigo na história da civilização humana, um dos problemas mais comuns nos brasileiros é o Bruxismo, atividade parafuncional dos músculos mastigatórios, que consiste no hábito involuntário de ranger e apertar os dentes. Especialistas dos Centros de Especialidades Odontológicas (CEOs), administrados pela Fundação Estadual de Saúde (Funesa), através da Secretaria de Estado da Saúde (SES), afirmam que, na grande maioria das ocorrências, esse hábito surge a partir do subconsciente e algumas pessoas desconhecem que possuem essa disfunção. O hábito também pode estar associado a problemas psíquicos e emocionais.


Os últimos dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que 30% da população mundial e 40% dos brasileiros sofrem com essa disfunção. Na unidade CEO de Propriá é possível constatar um alto índice de Bruxismo entre a população atendida. “Através do diagnóstico, observamos o desgaste dentário das unidades remanescentes e, também, o desgaste em portadores de Prótese Totais e Próteses Parciais Removíveis, sendo o desgaste abrangente para dentes naturais e artificiais. No exame clínico desses pacientes observamos os sintomas mais comuns como dores musculares e/ou articulares. Nesses casos, já confeccionamos um pequeno aparelho intra-oral, chamado de From-Plateau”, explica o odontólogo especialista em prótese, Marco Antônio Nunes.


Diante de casos mais severos, os pacientes são encaminhados para os ambulatórios especializados da UNIT, UFS e ABO-SE. Em algumas situações de dor muscular e/ou articular,  os  dentistas prescrevem medicação específica para remissão dos sintomas, segundo afirma Marco Antônio. “O bruxismo noturno foi o mais prevalente entre os pacientes atendidos, sempre seguido de dores musculares e/ou articulares ao despertar. Esses pacientes relataram que se auto-medicavam com analgésicos, anti-inflamatórios e relaxantes musculares conhecidos. Também observamos que em alguns casos havia o componente psicológico interagindo com os outros fatores predisponentes. Nesse contexto, encaminhamos para o atendimento e orientação psicológica”, revela.


O Bruxismo diurno normalmente está relacionado às atividades que exigem concentração ou esforço físico. Quanto ao noturno, alguns estudos consideram que pode estar relacionado às fases do despertar do sono  com a emissão de luz no rosto, tato ou barulho. Outras pesquisas apontam estar relacionado à posição de dormir. Os problemas bucais ocasionados pelo bruxismo são desgastes dentários; fraturas de estruturas dos dentes ou restaurações; perda óssea (onde o dente é sustentado); dores musculares da mastigação; e alteração da Articulação Temporo Mandibular (ATM). Já os sistêmicos são dores de cabeça; fadiga muscular; rigidez cervical; zumbido; vertigem; entre outros.


A coordenadora dos CEOs, Sthephany Barreto, observa que outros fatores importantes que predispõem para o Bruxismo são sistêmicos, a exemplo da rinite alérgica; deficiência nutricional; deficiência endócrina; problemas gastrointestinais; fatores neurológicos; entre outros.  “Esses hábitos trazem problemas para saúde bucal e/sistêmica do paciente, afetando a qualidade de vida. Logo, a pessoa que possui bruxismo deve ter consciência que tem um problema (doença) e que há tratamento e que o cirurgião dentista é responsável pelo diagnóstico e planejamento do tratamento”, elenca.


Tratamento
Ainda de acordo com a especialista, o tratamento de Bruxismo varia conforme o grau do hábito parafuncional e gera a necessidade de restaurações; ajuste da oclusão (mordida do paciente); confecção de placas; tratamento ortodôntico; medicação sistêmica; e aplicação de toxina botulínica. “A depender da situação, é preciso o tratamento conjunto a outros profissionais como psicólogos, psiquiatras, fonoaudiólogos e fisioterapeutas. Ressalva-se, que existem algumas contraindicações de tratamentos dentários, sem o prévio ou paralelo tratamento odontológico”, pontua.

Matérias em destaque

Click Sergipe - O mundo num só Click

Fale Conosco