07 de junho de 2019
POR: MPF/SE
Fonte: MPF/SE
Em: 04/06/2019 às 15h50

Em Sergipe, TRE mantém condenação de candidato a prefeito de Nossa Senhora das Dores


Com a condenação, João Marcelo Montarroyos Leite permanece inelegível por oito anos.


Em Sergipe, TRE mantém condenação de candidato a prefeito de Nossa Senhora das Dores (Imagem: PGR)

Em Sergipe, TRE mantém condenação de candidato a prefeito de Nossa Senhora das Dores (Imagem: PGR)

Seguindo parecer do Ministério Público Eleitoral, por 6 a 0 votos, o Tribunal Regional Eleitoral em Sergipe manteve a condenação de João Marcelo Montarroyos Leite, candidato a prefeito de Nossa Senhora das Dores nas eleições de 2016. Com a condenação, ele permanece inelegível por oito anos a contar da data da eleição municipal de 2016. Na sessão, o TRE/SE retirou a cassação do candidato a vice-prefeito, Luiz Mário Pereira.


João Marcelo foi condenado por abuso de poder econômico por contratar trio elétrico para a campanha eleitoral, sem observar a legislação no que se refere a limite de gastos com veículos e combustível. Além de usar o trio elétrico na campanha, ele também omitiu intencionalmente a despesa da locação do veículo na prestação de contas apresentada à Justiça Eleitoral.


Segundo investigação do MP Eleitoral, João Marcelo Montarroyos contratou o trio elétrico “Atrevido” para uso na campanha eleitoral por R$ 35 mil. No entanto, na prestação de contas, ele declarou à Justiça Eleitoral o total de receitas de R$ 41.960,00 e o total de despesas no valor de R$ 41.306,00. Dentre as despesas, não constava o gasto de R$ 35 mil com a locação do trio elétrico.


Extrapolação dos limites de gasto de campanha
O MPE também acusou o candidato de extrapolar os limites impostos pela Justiça Eleitoral para gastos de campanha no valor de R$ 38.626,38. Sendo, R$ 35 mil da locação do trio elétrico não declarado. E os excedentes nas rubricas de locação de veículos no valor de R$ 2.738,38 e à aquisição de combustível no valor de R$ 888,40.


“A conduta do candidato foi extremamente grave. Ele omitiu gasto de campanha equivalente a 84,73% do total declarado na prestação de contas, com o intuito de burlar a fiscalização da Justiça Eleitoral”, explicou a procuradora regional eleitoral, Eunice Dantas.


Número para pesquisa processual: 0000002-24.2017.6.25.0016

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