17 de julho de 2019
POR: Governo de Sergipe
Fonte: Governo de Sergipe
Em: 16/07/2019 às 00h00

Nascem 162 bezerros de alta linhagem resultantes de programa de inseminação artificial


Seagri e Banese têm meta de investir R$ 175 mil na inseminação de cerca de mil vacas na edição 2019.


Nascem 162 bezerros de alta linhagem resultantes de programa de inseminação artificial (Foto: Seagri/SE)

Nascem 162 bezerros de alta linhagem resultantes de programa de inseminação artificial (Foto: Seagri/SE)


Do Programa de Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF), realizado pelo governo de Sergipe em 2018, nasceram 162 bezerros, provenientes das vacas leiteiras inseminadas com sêmen de animais de alta linhagem das raças Holandesas, Girolando e Gir Leiteiro. Desenvolvido pela secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), em parceria com o Banese, o projeto tem o objetivo de beneficiar pequenos criadores de municípios da bacia leiteira sergipana, com a melhoria genética dos rebanhos, elevando a sua produtividade e, consequentemente, a sua capacidade de geração de renda para o homem do campo.


A inseminação artificial em tempo fixo é uma técnica que promove a sincronização da ovulação das fêmeas bovinas após a administração de medicamentos em dias pré-determinados. Desta forma, é possível sincronizar um lote de vacas paridas ou novilhas e inseminá-las todas no mesmo dia, sem a necessidade de observação de cio. A Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) acompanhou a inseminação de 475 animais, na última edição do programa.


Na ocasião, o Estado investiu R$ 75 mil no fomento à produção leiteira de 50 pequenos criadores de Nossa Senhora da Glória, Monte Alegre, Poço Redondo e Canindé de São Francisco. Com o sucesso dos resultados das inseminações feitas em 2018, este ano, o programa ampliou o seu alcance, conforme explica o veterinário Marcos Franco, técnico da Emdrago. “No final deste mês de julho, começaremos o processo de inseminação de 975 vacas, nos municípios de Canindé de São Francisco, Poço Redondo, Monte Alegre, Porto da Folha, Gararu, Frei Paulo, Tobias Barreto, Simão Dias, Carira, Poço Redondo e Aquidabã”, disse Marcos.


Segundo o secretário de Estado da Agricultura, André Bomfim, a ampliação foi possível devido à disponibilidade do Banese em aumentar o volume de recursos direcionados ao programa. “Encontramos disposição e boa vontade do Banese em ampliar os investimentos no IATF. O primeiro convênio abrangeu quatro municípios, agora são 11, com a inclusão também do Médio Sertão e demais municípios do Alto Sertão, ampliando o número e o critério de identificação dos beneficiários, para que pudessem participar criadores que tenham a partir de 05 vacas em lactação – não mais 10, como era antes”, explicou o secretário.


Bruno Santiago é gerente de Crédito de Desenvolvimento do Banese e conta que a decisão de ampliar o investimento no programa se deu após a constatação do sucesso da edição de 2018. “Agora o banco amplia o investimento para R$175.000,000, o que vai proporcionar o aumento do número de criadores atendidos e animais inseminados”, conta. Ainda de acordo com ele, para o banco, o investimento se justifica porque fomenta o desenvolvimento no campo, gerando renda nessas comunidades e ampliando a sua capacidade de fazer novos investimentos e se tornarem potenciais clientes dos produtos que o Banese oferece ao produtor rural. “É um investimento em longo prazo no produtor. A gente está apostando muito nesse convênio, porque fortalece a cadeia leiteira do estado”, completa Bruno Santiago.


Dentre os principais benefícios do IATF, além do aumento da produtividade dos animais, também é possível observar a redução da idade do abate, a melhora no controle, direcionamento e padronização do rebanho. Pecuarista no povoado Garrote do Emeliano, Poço Redondo, Luciano Alves recebeu vacinas para Leptospirose, o medicamento indutor de ovulação, as doses de sêmen e assistência do veterinário da Emdagro no procedimento de inseminação. “Achei importante, porque provavelmente os bois que doaram o sêmen são melhores que os que gente tem por aqui. A gente não tinha o conhecimento nem condição, porque o sêmen de um boi bom é mais de R$ 100, e também tinha que ter o curso para inseminar”.


Ainda segundo o criador, as bezerras nasceram diferenciadas em relação aos outros animais. “Nasceram quatro, das nove inseminadas. Eu não trabalhava com isso, mas já mudei os planos. Já penso em começar a trabalhar por conta própria”, disse Luciano, que já fez o curso de inseminação ministrado pela Emdagro. Do mesmo povoado, o criador Fábio Júnior conta que entre os seus animais, foram inseminadas dez vacas, das quais sete ficaram prenhas. “Hoje eu sou capacitado pela Emdagro, e também forneceram um botijão de semen, com o qual já tenho inseminado muitas vacas. Hoje eu já trabalho por conta própria. Se um dos meus animais entrar em cio, ou um animal dos meus vizinhos, eu já consigo inseminar sem a ajuda da Emdagro, que está sempre presente, nos incentivando”.

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