19 de junho de 2019
POR: SES/SE
Fonte: SES/SE
Em: 19/06/2019 às 15h31

Cirurgiã plástica esclarece sobre o que pode ou não em caso de queimadura


No período junino cresce o alerta para os cuidados contra lesões por queimaduras. Essa é a época do ano em que as pessoas costumam acender fogueiras e soltar fogos, o que eleva o risco de acidentes. Aqui no estado, o Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), unidade gerenciada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), que é referência em atendimentos de média e alta complexidade, conta com um setor especializado no atendimento a vítimas de queimaduras. Para evitar que essa lesão deixe maiores sequelas, algumas medidas iniciais devem ser tomadas para evitar que o ferimento não se agrave, como explica a referência técnica da cirurgiã plástica, Moema Santana.


Cirurgiã plástica esclarece sobre o que pode ou não em caso de queimadura (Foto: SES/SE)

Cirurgiã plástica esclarece sobre o que pode ou não em caso de queimadura (Foto: SES/SE)


“De imediato, a pessoa deve colocar a área queimada embaixo de água corrente por aproximadamente entre cinco ou dez minutos para que saia qualquer sujeira ou fuligem. É extremamente importante que isso seja feito assim que se sofreu a queimadura para evitar mais prejuízos ao paciente e que a queimadura seja resfriada. Em muitos casos as pessoas insistem colocar produtos caseiros sobre o ferimento. Como a pele está muito exposta devido à queimadura, o uso desses produtos pode agravar ainda mais a situação do paciente”, explicou a médica.


Pomada, pasta d’água, borra de café, clara de ovo, manteiga, creme dental, entre outros artifícios devem ser evitados. “Esses produtos agravam a lesão e dificultam o procedimento correto no hospital. Para os médicos é muito difícil remover este material para o início do processo de cicatrização. O melhor a ser feito é lavar com água, envolver a região ferida com pano seco e limpo e trazer a pessoa imediatamente para o pronto-socorro”, destacou Moema Santana.


Ela ressalta, ainda, que o melhor é a prevenção. “Se não for possível evitar a compra de fogos, a melhor coisa é a prevenção e o ideal é que a compra desse material seja em estabelecimentos comerciais licenciados pelo Corpo de Bombeiros. Ela ainda recomenda que não sejam adquiridos os fogos de fabricação caseira e, ao manuseá-los, o consumidor deve fazer uso de materiais de proteção, a exemplo de luvas, evitando assim roupas ou objetos inflamáveis e ambientes fechados”, concluiu.

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