08 de fevereiro de 2019
POR: Ademar Queiroz
Fonte: Agência Unicom/ Assessoria GE
Em: 08/02/2019 às 09h18

Inovação na execução da termoelétrica sergipana pode permitir a redução do prazo de entrega em até 18 meses comparado com obras similares


Processo chamado de modularização pode trazer ganhos significativos em qualidade e segurança para instalação de equipamentos que são entregues pré-montados e pré-comissionados.


Inovação na execução da termoelétrica sergipana pode permitir a redução do prazo de entrega em até 18 meses comparado com obras similares (Foto: Via Agência Unicom/ Assessoria GE)

Inovação na execução da termoelétrica sergipana pode permitir a redução do prazo de entrega em até 18 meses comparado com obras similares (Foto: Via Agência Unicom/ Assessoria GE)


Em Barra dos Coqueiros, na construção da Usina Termelétrica Porto de Sergipe I, projeto da CELSE - Centrais Elétricas de Sergipe, a GE está em fase de finalização da solução de engenharia de modularização dos equipamentos que incluem tubulações, sistema elétrico, instrumentação e cabos de comando e controle, que foram entregues pré-montados e pré-comissionados. Este processo pode reduzir o prazo na execução da obra, bem como potencialmente garantir maior qualidade na fabricação das tubulações, instrumentação e elétrica, além de potencialmente diminuir o risco nos aspectos de segurança.


Para a UTE Porto de Sergipe I, a modularização permitiu a redução de até 18 meses na execução do projeto comparado com obras que utilizam a metodologia tradicional de execução, o que pode representar até 150 mil horas de trabalho na planta. Para os clientes, os benefícios incluem a flexibilidade tanto no cronograma de construção e montagem da obra, como também no cronograma financeiro do projeto.


Pela primeira vez, a GE utilizou a modularização nas caldeiras e em larga escala em um projeto, entregando 103 módulos para a UTE Porto de Sergipe I, sendo 33 módulos das caldeiras (HRSG), 25 módulos do sistema de utilidades (BOP) e 45 módulos do sistema interno das caldeiras (OCC).


“Comparado com o método tradicional de montagem, nossa solução de modularização poderia reduzir, de forma significativa, os riscos de segurança, qualidade, custo e cronograma do projeto. Nossa sólida experiência em projetos EPC, cadeia de suprimentos mundial, somados com um planejamento integrado entre GE e CELSE, são fundamentais para o sucesso desta obra”, explica Luciano Silva, diretor do Projeto da GE.


Os módulos foram transportados via marítima o que exigiu a customização dos equipamentos em função da logística especial para o transporte até Sergipe e içamento da carga no Terminal Inácio Barbosa (TMIB), pier do Pomonga e canteiro da obra. O maior módulo pesa 318 toneladas e tem dimensões surpreendentes: 8,5 m de altura, 8,5 m de largura e 33 m de comprimento. Os 58 módulos principais (HRSG e BPO) somam cerca de 6.000 toneladas.


Com a fabricação modularizada, a GE pode entregar uma usina térmica movida a gás natural em ciclo combinado, com um dos maiores níveis de eficiência do mundo e ganhos potenciais significativos no prazo de entrega. Essa solução de engenharia busca atender a demanda de prazo da CELSE, que foi vitoriosa no Leilão de Energia Nova, em abril de 2015, estabelecendo 26 contratos para entrar em operação comercial em janeiro de 2020.


 “Estamos muito satisfeitos com a execução da obra pela GE; o conceito de construir a usina como um “Lego” acelerou em muito a execução da obra. Para se ter uma ideia, em agosto de 2017, tínhamos finalizado a terraplenagem, hoje estamos com praticamente a montagem concluída e nos preparando para o comissionamento”, disse Pedro Litsek, presidente da CELSE.


Quando entrar em operação comercial, a UTE Porto de Sergipe I poderá ter capacidade de geração de cerca de 1.551 MW e irá operar com aproximadamente 40 funcionários.

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