12 de Setembro de 2017
POR: SES
Fonte: SES
Em: 12/09/2017 às 00h00

Samu: Gestores e médicos reguladores se reúnem para redefinir fluxos de atendimentos


Samu: Gestores e médicos reguladores se reúnem para redefinir fluxos de atendimentos (Foto: Ascom/SES)

Samu: Gestores e médicos reguladores se reúnem para redefinir fluxos de atendimentos (Foto: Ascom/SES)

Em virtude do amplo atendimento destinado aos casos de baixa e média complexidade, a equipe gestora do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), em Sergipe, esteve reunida nesta segunda-feira, 11, no auditório da Secretaria de Estado da Saúde (SES), com médicos reguladores para tratar de aspectos relacionados aos protocolos de atendimentos e de regulação. A regulação consiste num sistema de acolhimento de solicitações de ajuda efetuado por um médico com o propósito de triar, distribuir e monitorar o socorro de forma efetiva, com recursos apropriados.


Segundo o superintendente do Samu, Márcio França, os casos de baixa e média complexidade não correspondem às demandas que devem ser atendidas pelas equipes pré-hospitalares móveis, porém chegam a compreender 80% dos atendimentos efetuados pelo Samu. Já os casos de alta complexidade, que são as urgências a que se destina, compreendem 20% dos atendimentos.


“Para alcançarmos uma possível solução, precisamos rever os fluxos de atendimentos e discutir impasses enfrentados pelos médicos reguladores do Samu, que atuam na CRU [Central de Regulação das Urgências]. Um dos maiores impasses enfrentados são as debilidades encontradas na assistência oferecida pela Rede Básica de Saúde, tendo como conseqüência, o agravamento do caso e a transferência dessa assistência para a Rede Estadual de Saúde através do Samu”, explicou Márcio França.


O superintendente considera que muitos pacientes não encontram a assistência devida em postos de saúde e retornam para suas casas, onde um caso de baixa complexidade acaba de agravando e assumindo proporções maiores, até mesmo de risco, o que gera para o Estado a dispensação de recursos em saúde que poderiam ser, exclusivamente, destinados aos casos mais graves e não, necessariamente, aos casos cujos riscos são evitáveis.


“Em alguns casos, o próprio médico regulador orienta o requisitante do Samu a ir em busca de uma Unidade Básica de Saúde [UBS] ou Hospital de Pequeno Porte [HPP], localizado no interior do Estado. Alguns requisitantes ligam e solicitam remoção para o Hospital de Urgências de Sergipe [Huse], sendo que poderiam recorrer a um hospital regional ou a uma UBS, como é orientado. Outros casos, a exemplo de engasgo, são resolvidos durante a orientação médica feita pelos médicos reguladores através do 192, sem que seja necessário o envio de uma ambulância”, detalhou ainda o gestor.


Os casos de baixa complexidade mais comuns, recebidos pelas equipes do Samu, envolvem, entre inúmeros exemplos, crise de depressão e diabetes, sendo este último caso, muitas vezes, relacionado ao paciente que está com alto índice glicêmico e não está dispondo de acompanhamento devido num posto de saúde.


“A CRU ainda desempenha papel social no momento que chega a atender uma mãe desesperada em virtude da dependência química sofrida pelo filho. Portanto, torna-se necessário que a população entenda que ao ligar para o 192 ela não está, necessariamente, ligando para o Samu. Ela está ligando para esta Central que, ao receber solicitações de cidadãos, lida com a dinâmica de todas as unidades da Rede Estadual de Saúde. Ou seja, enquanto se concentra num caso que poderia ser resolvido num posto de saúde, ela pode estar deixando de oferecer a atenção devida a um caso mais grave, que necessite realmente de atendimento em algum hospital do Estado”, informou Márcio França.


Os efeitos desse impasse enfrentado pelos médicos reguladores do Samu é percebido mais claramente na ala vermelha do Huse, que mesmo com capacidade para atender 16 pacientes, atende atualmente 38 usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). A superlotação também é percebida na área azul, quando 128 pacientes ocupam leitos destinados a 59 usuários do SUS. “A desassistência ocasionada pelos municípios repercutem na Rede Estadual de Saúde, assim como a utilização ou solicitação indevida das equipes do Samu, neste caso, para atendimento aos casos evitáveis”, concluiu o superintendente.

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