13 de abril de 2018
POR: Yago de Andrade
Fonte: Portal Infonet
Em: 12/04/2018 às 18h24

Funcionário de presídio fornecia munições para quadrilha; vídeo


Quadrilha foi desarticulada em operação nesta quinta-feira, 12.


Delegado Hugo Leonardo apresentou o resultado da operação nesta quinta (Foto: Portal Infonet)

Delegado Hugo Leonardo apresentou o resultado da operação nesta quinta (Foto: Portal Infonet)

O delegado Hugo Leonardo, do Centro de Operações Policiais Especiais (COPE), deu detalhes na tarde desta quinta-feira, 12, sobre a operação que resultou na prisão de seis homens na manhã de hoje no bairro Santa Maria, em Aracaju, e na morte de outros três em confronto. Um dos presos, segundo o delegado, é José Domingo Assis Santos, que estava de licença médica, mas era funcionário de uma empresa terceirizada e atuava no Presídio do Santa Maria. 


De acordo com o delegado, não há indícios de que o funcionário [que estava de licença médica] tenha cometido crimes dentro do Complexo Penitenciário Antônio Jacinto Filho (COMPAJAF), mas sim que tenha atuações criminosas fora dele. "Não há indicativo de que ele tenha cometido crimes na função dele dentro do presídio, o que há é o indicativo dele fora. Ele comercializava munições e abastecia esse grupo com as munições para que ele [o grupo] empreendesse as ações criminosas", explica o delegado. José ainda foi flagrado em posse de uma pistola calibre 380 e um revólver calibre 38.


Além do funcionário do presídio, foram presos outros cinco envolvidos, sendo que dois deles eram responsáveis pela fabricação das armas de fogo da organização criminosa: Edivaldo dos Anjos Ferreira atuava como serralheiro e João Paulo dos Santos Amaral ocupava a função de soldador. Também foram presos Gabriel de Jesus Santos, David dos Santos Gomes e Ronald Carlos dos Santos.


Investigações
As investigações tiveram início em janeiro de 2018 após uma série de homicídios que ocorreram na região do ‘Sovaco da Gata’, entre o final do ano passado e início deste ano. Conforme o delegado, a operação realizada hoje é um desdobramento de outra operação da polícia que resultou em três mortes e quatro prisões, em novembro de 2017.


Conforme o delegado, o grupo preso nesta quinta era rival da organização detida no último ano, e, após a operação policial, o novo grupo passou a dominar o crime das regiões conhecidas como ‘Jardim recreio’ e ‘Jardim Paraisópolis’, tendo como líder Vanderson de Tenório da Silva.


Para estabelecer a hegemonia do crime na região, a quadrilha foi responsável por pelo menos cinco mortes. Segundo o delegado, por conta dos constantes confrontos entre as ‘gangs’, Vanderson precisou deslocar para o interior do estado, no povoado Betume, em Neópolis. “Ele estava com medo de ser morto pelos rivais, então ele vinha nos finais de semana para o Santa Maria e coordenava o tráfico de drogas, dizia quem ia morrer ou não, fazia a cobrança de dívidas, e durante a semana retornava para o interior”, explica.


Segundo o delegado, no último final de semana a quadrilha tentou agir contra outros desafetos, porém não obtiveram sucesso. Por conta destas novas ações do grupo, a polícia resolveu agir antecipadamente na intenção de deter novos crimes. Vanderson foi encontrado no povoado Betume, e morreu em confronto com os policiais, assim como José Lucas Santos Carvalho e Daniel dos Santos, que reagiram à ordem de prisão e morreram em confronto. Eles eram os principais apoiadores do Vanderson.


Apreensões
Os policiais efetuaram a apreensão de drogas, seis armas de fogo, sendo duas espingardas caseiras calibre 12, uma espingarda calibre 36, dois revólveres calibre 38 e uma pistola calibre 38.


Continuidade da operação
O delegado explica que o COPE, a 9ª Delegacia Metropolitana, Departamento de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP) e o Grupo Especial de Repressão e Busca (GERB), farão uma ação permanente no bairro Santa Maria. “Vamos acompanhar essas ‘gangs’, porque elas tem contribuído nessas disputas pelo tráfico e no número de homicídios. Vamos tentar continuar com um trabalho forte contra as organizações do tráfico no bairro Santa Maria”, afirma.


Após a publicação dessa matéria, a Secretaria de Estado da Justiça (Sejuc) e o Sindicato dos Agentes Prisionais e Servidores da Sejuc (Sindpen) entraram em contato para esclarecer que José Domingo Assis Santos, de 42 anos, não é agente prisional, conforme divulgado pela SSP, mas sim funcionário da Empresa Reviver,  terceirizada que atua na administração de três unidades prisionais do Estado.


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A matéria foi alterada, à pedido da Sejuc, para correção de informação


Confira o vídeo da operação no Portal Infonet

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