17 de maio de 2019
POR: Ferreira Filho
Fonte: Ferreira Filho
Em: 16/05/2019 às 17h43

Ainda bem que o Brasil acordou, e que os gestores das universidades e institutos federais mantenham-se acordados também



Sexta-feira, 17 de maio de 2019


Quem acordou o país?


O reitor da Universidade Federal de Sergipe, Ângelo Roberto Antoniolli, falou ontem da tribuna da Assembleia Legislativa sobre a instituição e as consequências com o corte do orçamento para a UFS e IFS, anunciado pelo ministro da educação.


Ainda dolorido com o baque de sua receita, o reitor afirmou: “A UFS não é patrimônio do reitor, dos professores. Ali nós formamos mestres, doutores, professores. Nos últimos 20 anos nós formamos mais de 13 mil professores e isso é um número muito significativo. Nós não estamos competindo com ninguém. Estamos entregando para a sociedade, o que ela clama e precisa para o seu desenvolvimento social, desenvolvimento humano. Tudo isso é fundamental para constituir uma sociedade equilibrada. É uma relevância”.


É bem óbvio que Ângelo se posicionasse dessa forma, sob pena de está concordando com o que fora dito pelo ministro da Casa Civil, Onix Lorenzoni, quando comparou a gestão da Unit positivamente em detrimento da UFS, que tem um orçamento quase três vezes maior que a privada.


O reitor disse ter percebido que o "país acordou" com a paralisação no dia 15 em defesa da educação pública. Que bom! O problema é que o tempo de dormência foi longo, e por isso as universidades privadas cresceram e avançaram por cima da pública, que tem hoje a metade do número de matrículas da particular.


Mas, quem acordou o país para isso? Se não tivesse o anúncio de corte, e a comparação do ministro Onix, certamente estariam todos na zona de conforto, e muito pouco incomodado com o ensino público superior. Ou não? Quanto tempo faz que não há qualquer movimentação em defesa de universidades e institutos federais?


Eu, particularmente, apoio e defendo o ensino público desde a base, porém, entendo que deve se fazer gestão como se fossem instituições particulares, inclusive, com uma disciplina digna para qualquer cidadão, e não essa "Zona" que estamos vendo por aí. Ainda bem que o Brasil acordou, e que os gestores das universidades e institutos federais mantenham-se acordados também.



FUNESA
Os servidores da Fundação Estadual de Sergipe (Funesa) decidiram esperar até o dia 30 de maio a contraproposta da gestão da fundação em relação a proposta elaborada pela categoria do Acordo Coletivo do Trabalho. Caso não recebam nenhuma posição da gestão haverá um ato de protesto com paralisação de 24 horas como forma de reivindicação dos trabalhadores. Esta deliberação ocorreu, nessa quarta-feira, 15, durante assembleia geral dos servidores com o Sindicato dos Trabalhadores na Área da Saúde do Estado de Sergipe (Sintasa).



André Moura
Obtidos em 2018, durante o seu mandato, no antigo Ministério do Desenvolvimento Social, foram liberados na manhã desta quinta-feira (16), após audiência de André Moura no Ministério da Cidadania recursos para ampliação da rede de Proteção Social em municípios sergipanos. Os municípios aptos assinaram convênio com o Governo Federal e agora já podem apresentar projetos de engenharia e deflagrar o processo licitatório. Serão 31 CRAS, 11 CREAS, dois abrigos e quatro centros de convivência.



Fundos de pensão
Irregularidades nos Fundos de Pensão e maneiras de garantir mais efetividade e transparência à sua gestão serão discutidas em audiência pública da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), em data a ser agendada. O requerimento, de autoria do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), foi aprovado na terça-feira, 14.



Crédito rural
A Caixa Econômica Federal tem disponível, para o ano safra 2018/2019, R$ 1 bilhão para linha de crédito rural do PRONAMP, destinada ao médio produtor rural. O financiamento tem limite de até R$ 1,5 milhão por ano safra, taxa de juros de 6% a.a, e prazo de até 12 meses. As condições são válidas até o encerramento do ano safra vigente, que ocorre no mês de junho de 2019, em todas as mais de 1.700 agências da CAIXA habilitadas a atuar com o crédito rural.



De olho na Live
O Facebook anunciou nesta quarta-feira, 15, novas medidas de limitação de um de seus principais recursos de publicação de vídeos. Pessoas que violarem políticas mais importantes sobre conteúdos ficarão proibidas de divulgar transmissões ao vivo – as chamadas lives – por um período determinado. A medida é um acréscimo às possibilidades de punição já existentes na rede social. Os usuários que desrespeitam alguma das políticas da plataforma (como os Padrões da Comunidade ou os Termo de Uso) podem ter a publicação removida, a conta suspensa por um certo período ou até mesmo a conta banida.


 


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