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Audiência pública com a SMTT no AF gira em torno da mobilidade urbana
A Casa Cultural Careca e Camaradas sediou, na noite desta quinta-feira, 14, audiência pública com a SMTT – Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito, no conjunto Augusto Franco. Representando o órgão de trânsito estiveram presentes: a engenheira Jane Freitas, a coordenadora de educação para o trânsito, Rita Luz, as educadoras de trânsito, Raquel Rocha e Silvia Dantas e o supervisor de trânsito Edir Matos.
Com um público de cerca de cem moradores, Max Prejuízo, coordenador da Casa Cultural, mediou o debate onde a pauta girou em torno da mobilidade urbana, transporte coletivo e segurança no trânsito.
Reivindicações
Uma das principais preocupações da comunidade é o acesso ao conjunto, próximo a Praça da Juventude. Para Max Prejuízo “é preciso que a SMTT encontre um paliativo neste acesso enquanto não chega a esperada solução com o acesso pelas novas vias que acontecerá depois que a ponte Inácio Barbosa/Augusto Franco for inaugurada. Todos os dias acidentes gravíssimos, muitos com vítimas fatais, acontecem neste local”. Uma das sugestões apresentadas pela comunidade foi que, neste local, haja apenas duas vias.
A moradora da Rua Maria Pastora, Daise da Silva, reclama da velocidade com que os carros passam em sua rua, principalmente nos horários de entrada e saída da Unit. “Precisamos de redutores de velocidade em nossa rua. O ideal é que ela fosse de mão única”, sugere.
A comunidade foi unânime ao cobrar a sinalização de mão inglesa nos retornos das avenidas Canal 3, 4 e 5 , abrigo nos pontos de ônibus, faixas de pedestre, a extensão da linha de ônibus Augusto Franco/Bugio até a avenida Canal 5 e mais uma linha, um ligeirinho, que faça o percurso Augusto Franco/Beira Mar.
Ronaldo Cruz frisou a importância da implantação de ciclovias no conjunto. Para ele, além de incentivar o uso da bicicleta como meio de transporte, dá mais segurança ao ciclista e melhora a mobilidade urbana.
Acidentes
Segundo o levantamento Mapa da Violência 2012, no ano de 2010, a taxa de óbito por acidente na capital sergipana foi de 48,7 mortes por 100 mil habitantes, o que a colocou na quarta posição do ranking das capitais do Brasil com maior taxa de óbitos por acidentes de trânsito.
Apenas este ano, chega a cinqüenta o número de mortes devido a acidente no trânsito na capital sergipana, informou a coordenadora de trânsito Rita Luz. Segundo ela, “esse número é bem maior” e explica: “só é tido como vítima de trânsito o óbito com até 48 horas. Passado esse tempo não entra mais nas estatísticas como vítima de trânsito”.
A coordenadora informou ainda que os acidentes com motocicletas ocupam o primeiro lugar com vítimas fatais seguido dos atropelamentos, onde os idosos são os mais afetados.
PDMU
Ao ouvir as reivindicações e preocupações da comunidade, durante a audiência, a coordenadora Rita Luz disse que “não existe um Plano de Mobilidade para uma comunidade apenas, mas para toda uma cidade”. A coordenadora informou que todas as reivindicações serão apresentadas ao Instituto Rua Viva, empresa que presta consultoria a SMTT, para fazer esse estudo de mobilidade.
“Trânsito não é apenas uma questão de congestionamento. A questão da mobilidade é de cidadania, de saúde e de segurança pública”, disse a coordenadora.
Para Max Prejuízo algumas questões não podem esperar. Precisam ao menos de um paliativo, como é o caso do acesso ao conjunto. “Acidentes gravíssimos acontecem quase que diariamente naquele local e as pessoas estão morrendo. Precisamos de uma solução urgente”, concluiu Max.
Casa Cultural Careca e Camaradas
Por Ju Gomes – Assessoria de Comunicação e Marketi
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