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Itacuruba(PE) indicada para usina nuclear

19/2/2011

Documento estatal responsável pela implantação das usinas no País aponta cidade sertaneja como a que reúne as melhores condições de receber uma unidade no Nordeste, pela fartura de água e proximidade das linhas de transmissão da Chesf.

Itacuruba é 1ª opção para usina nuclear

Documento oficial da Eletronuclear aponta a cidade como ideal


Um documento oficial do escritório regional da Eletronuclear no Recife, estatal responsável pela implantação e operação de usinas nucleares no governo federal, aponta a cidade de Itacuruba, no Sertão do São Francisco, distante 481 km do Recife, como a primeira opção para a instalação de uma usina nuclear no Nordeste. O Blog de Jamildo teve acesso ao documento com exclusividade. Até então, o que se divulgava oficialmente é que o empreendimento poderia ser localizado em alguma cidade às margens do Rio São Francisco.

Segundo o documento, a área reúne as melhores condições porque conta com solo estável, oferta de água em abundância (usada para resfriar os sistemas de geração) e localiza-se nas proximidades das linhas de transmissão da Chesf. O terreno apontado como opção no estudo fica às margens do Lago de Itaparica, no Sertão.

“Em Pernambuco, o local escolhido é Itacuruba. É o local mais adequado ao projeto. Outros Estados também têm interesse e o governo Dilma pode fazer duas centrais”, afirma uma fonte do governo do Estado, sob reserva.

A baixa densidade populacional ajudou. Segundo o IBGE 2010, Itacuruba só tem 4.400 almas. Uma usina nuclear geralmente é instalada em área de baixa densidade por conta dos planos de segurança, que prevêem retirada de todas as pessoas próximas da planta industrial, em caso de emergência.

O prefeito de Itacuruba, o socialista Romero Magalhães Ledo, está eufórico com a indicação. A escolha da cidade ajudaria o governo Eduardo Campos a interiorizar o desenvolvimento, especialmente na área da cidade polo de Belém de São Francisco, administrada pelo também socialista Gustavo Caribé.

Com a concretização do investimento, a cidade mudará de patamar, com obras e investimentos sociais. A Eletronuclear paga uma fortuna em royalties para os municípios que abrigam empreendimentos da mesma natureza, como compensação ambiental. Na fase de construção, a obra pode demandar mais de 2.500 empregos. Para operação, cerca de 600 pessoas seriam necessárias, ajudando a manter uma renda elevadad na cidade.

A Eletronuclear já fez três missões à área, chamada de Sítio Belém de São Francisco. Cerca de 8 quilômetros quadrados já estariam reservados. Pelo estudo da Eletronuclear, a seleção do sítio preferencial teria que se dar este ano. Itacuruba foi escolhida após passar por uma peneira. Foram estudados 10 sítios primários em quatro Estados (Pernambuco, Bahia, Sergipe e Alagoas). A área preferencial ficou entre Pernambuco e a Bahia, de cinco opções propostas.

O empreendimento tem custo estimado em R$ 10 bilhões em até oito anos. Segundo o documento, a Central do Nordeste teria seis usinas, com capacidade de geração de cerca de 6.600 megawatts, com seis reatores e vida útil de 60 anos. Com expectativa de lucro de R$ 630 milhões por ano, o retorno do projeto ocorreria em até 16 anos.

Jamildo Melo
Jornal do Commércio



Escolha do local será uma decisão política


Próprio documento da Eletronuclear frisa que confirmação do local que vai abrigar a usina levará em conta o reflexo político. Estados como Pernambuco, Bahia e Alagoas disputam investimento

O documento interno da Eletronuclear frisa, com todas as letras, que a decisão sobre a localização da usina nuclear no Nordeste será política. A localização exata depende de uma decisão política do governo Dilma Rousseff. Oficialmente, Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe disputam as centrais. As usinas estão programadas para entrar em funcionamento até 2030.

Procurada pela reportagem do JC, o dirigente do escritório regional, Carlos Henrique Mariz, preferiu não se pronunciar. “Itacuruba é um bom local, mas não está decidido”, limitou-se a dizer.

De acordo com fontes do governo Eduardo Campos, como são duas no Nordeste, a segunda usina poderia ir para a Bahia, beneficiando o PT do baiano Jaques Wagner.

Numa época em que se discute a sucessão na Chesf, com a possível troca de diretoria, o assunto usina nuclear, naturalmente polêmico, por envolver interesses políticos regionais, é mantido em absoluta reserva. Há o receio de que falar sobre o assunto oficialmente pode ser negativo, por evocar reações dos Estados preteridos.

No entanto, agora no começo do mês de março, o assunto voltará a ser tratado oficialmente pelo governo Dilma, já estando convocada uma reunião para apresentação de todos os sítios elencados como potenciais candidatos.

Além do apagão energético no Nordeste, a escolha do local da usina nuclear deve mobilizar os bastidores do encontro da presidente Dilma com os governadores do Nordeste, nesta segunda-feira, em Sergipe.

Outro ponto polêmico que o documento revela é que o projeto do governo federal prevê a participação de empresas privadas para o financiamento das obras.

Desde o ano passado, além da maior participação da indústria brasileira no fornecimento de materiais e peças para o setor, o governo vem debatendo a possibilidade de a iniciativa privada construir e operar essas novas instalações, por meio de concessões, como já acontece com usinas hidrelétricas, por exemplo.

Mudanças no marco regulatório são defendidas com ênfase pelas grandes empreiteiras brasileiras e empresas multinacionais que atuam na área de energia. Também contam com o apoio de empresas internacionais fornecedoras de equipamentos e operadoras de instalações nucleares, como a Areva e a Westinghouse. Atualmente, a área nuclear é monopólio estatal. Parcerias privadas só começaram a ser admitidas recentemente, na exploração da mina de urânio de Santa Quitéria, no Ceará.

Jamildo Melo
Jornal do Commércio









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