|
Leia o que escreveu Márcio Rocha
Márcio Rocha - www.marciorocha.net 20/01/2010
Almeida: ministro; Valadares e Amorim: senadores; Jackson: Vice; Belivaldo: deputado estadual
O senador sergipano, presidente da comissão mista de orçamento, Almeida Lima, esteve mantendo conversas com diversos setores da política no cenário federal em seu partido, o PMDB, o presidente Lula, aliados e o governador de Sergipe, Marcelo Déda, nos últimos dias.
A composição da chapa majoritária em Sergipe dependia de uma posição do senador peemedebista, que tinha seu nome cotado como um dos postulantes ao cargo nessas eleições. Todavia, depois de muita articulação do PMDB em Brasília, o nome de Almeida foi cotado para quatro ministérios, com o fim de resolver o problema da composição em Sergipe.
De acordo com informações apuradas com fontes locais e da capital federal, Almeida Lima aceitou a proposta do partido em assumir o Ministério da Educação. Assumirá em março o lugar que será deixado por Fernando Haddad.
Todos os passos do PMDB estão rumando para a composição entre PT e PMDB na eleição presidencial, que tem a intenção de colocar o deputado federal Michel Temer, presidente do partido, como candidato à vice-presidência ao lado de Dilma Roussef, potencial candidata à presidência pelo Partido dos Trabalhadores.
Com a possível ida de Almeida ao MEC, a composição em Sergipe tomaria outro rumo. Almeida lá em Brasília, satisfeito com a pasta, deixaria em definitivo a briga pelo Senado, que é um desejo de seu primo também peemebista, Jackson Barreto, o que faria valer o compromisso de Marcelo Déda com seus aliados de primeira ordem, Valadares e Jackson, para o Senado Federal.
Todavia, há outra possibilidade que está sendo discutida dentro do conselho político do governador. Jackson pode ser o nome que fará a composição como candidato à vice-governador. O que resolveria mais um problema entre os aliados, o PSC teria carta branca para lançar Eduardo Amorim como candidato ao senado, junto com Valadares, senador pelo PSB.
Quem poderia sair perdendo com essa composição seria o PSB, mas entraria o nome de Belivaldo Chagas como deputado estadual da legenda, para que possa assumir a presidência da Assembléia Legislativa no ano que vem.
Com JB como vice na composição, Marcelo Déda teria uma chapa praticamente invencível, pois estariam acomodados os principais nomes e os aliados de peso que dão sustentação ao governo. Os Amorins ficariam satisfeitos com a indicação de Eduardo Amorim para o Senado e JB poderia ser potencialmente o nome a subtituir Déda após o término do eventual segundo mandato.
A decisão do fechamento da composição majoritária está sendo rolada para março, com o fim de Déda ter a chance de costurar essa possibilidade, JB como vice, Valadares e Amorim para o senado e garantir o máximo número de partidos para construir uma grande bancada na Assembléia Legislativa e na Câmara Federal.
Leia o que escreve Brayner:
Diógenes Brayner 22/01/2010 www.faxaju.com.br
O governador Marcelo Déda (PT) na reunião do Conselho político iniciou temporada de composição da chapa majoritária. É bom explicar possíveis dúvidas: antes do ingresso dos irmãos Amorim no bloco do Governo, a chapa majoritária até então estava praticamente formada com Déda para governador, Belivaldo para vice, Valadares e Jackson para o Senado. Os irmãos Edvan e Eduardo Amorim, que participaram da eleição passada para governador apoiando João Alves Filho (DEM), resolveram entrar no bloco instruindo seus parlamentares na Assembléia a acompanharem Marcelo Déda. Em setembro do ano passado, os dois irmãos sentaram-se no Conselho Político, levando desde o início em sua bagagem política um projeto eleitoral: conquistar vaga na chapa majoritária, um lugar de senador, deixando bem claro, que se isso não acontecesse eles retornariam às suas origens.
À primeira vista parece uma equação simples de resolver, mas não é. Tanto que, para ganhar tempo, foi preparada uma exaustiva rodada de conversações, onde cada partido teria o direito de conversar tête-à-tête com o governador e, sem constrangimentos, afirmar aquilo que os articuladores já aprontaram como solução: descartar o vice Belivaldo e remanejar Jackson Barreto para integrar a chapa como vice. Sabe-se que o maior sonho de Jackson é justamente barganhar a vice para, na eventualidade de Déda vir a candidatar-se a senador em 2014, ocupar o Governo como seu sucessor. Além disso, Jackson já teria chegado à conclusão de que, ao apresentar e ceder lideranças a Rogério Carvalho, do PT, hoje forte candidato a deputado federal, não teria como retroagir. Por outro lado, realista e objetivo, escolheu trilhar o caminho da vice pelas dificuldades em se eleger senador pelo quadro em disputa, já que governo e oposição não têm condições em fazer dois senadores em um pleito. E Jackson não quer correr o risco de ficar sem mandato.
Já se sabe e está decidido por antecipação: Belivaldo será afastado de sua candidatura a vice-governador, conforme plano ardilosamente articulado por Jackson Barreto que abandonou seus dois projetos (deputado federal e senador). Trabalhou intensamente nos bastidores, inclusive junto aos Amorim – aos quais antes atacava sem reservas, afastando-os por um longo tempo de uma aproximação com o governador – e conseguiu, pelo menos até agora, mudar a cara da chapa majoritária. Explicando melhor, o vice-governador Belivaldo Chagas que é do PSB, mas que assumiu o governo por 100 dias na ausência de Déda como um político leal ao governador e correto com todos , sem discriminar ninguém, sem levar em conta a cor político-partidária dos que o procuraram, será simplesmente afastado, sem mais nem menos, só para atender às pretensões de Jackson e Eduardo Amorim, que são deputados federais, e não querem mais disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, cedendo lugar a outros que já se encontram em campanha.
Eis o balanço do que foi combinado, sem consentimento do PSB: o PT teria o governador, a eleição de mais dois deputados federais, Rogério Carvalho e José Eduardo Dutra, o PMDB teria Jackson Barreto como vice, podendo vir a assumir o governo com uma possível candidatura de Déda ao Senado em 2014. O fator Almeida eles esperam resolver com um Ministério, bancado pela dupla Sarney-Renan. O PSC de Amorim ficaria com o Senado e mais um federal. O PDT ficaria com uma vaga no Tribunal de Contas do Estado com a escolha de Ulisses Andrade, que já colocou seu filho como candidato a deputado estadual para substituí-lo na Assembléia.
Dentro de toda essa estratégia, antecipadamente articulada e montada, o PSB teria que encolher, seria então o único partido da base a ter que ceder, em nome do crescimento dos demais partidos da aliança, apesar de ter sido um dos primeiros a compor. Quando chegarem as águas de março, ou talvez mais adiante, será assim, ou um pouco diferente, sem a presença do senador Valadares e de Belivaldo Chagas na chapa majoritária que terá o comando do governador Marcelo Déda.
Leia o que escreve o NeNotícias:
NeNotícias 22/01/2010 www.nenoticias.com.br
Jackson pode abrir mão para ser vice e Valadares se irrita com saída de Belivaldo
Logo depois do Pré-Caju, o governador Marcelo Déda (PT) começará a conversar com cada um dos representantes dos partidos que compõem o bloco que lidera para tentar chegar a um consenso sobre a formação da chapa majoritária.
Uma decisão já foi tomada, embora ninguém reconheça publicamente: o vice-governador Belivaldo Chagas (PSB) não fará parte da chapa. Leal ao governador e a todo o grupo, Belivaldo se saiu muito bem quando assumiu o governo no período de afastamento de Déda, mas, sua presença na chapa, impossibilita a participação do deputado federal Eduardo Amorim (PSC) no bloco liderado pelo governador nas eleições de outubro. Eduardo não abre mão de ser candidato ao Senado. Como o PSB tem o vice e um senador, será o único a ceder.
Para compor a chapa, o deputado federal Jackson Barreto (PMDB) já decidiu que pode abrir mão de seu projeto de disputar o Senado para ser candidato a vice-governador, embora não diga isso publicamente.
A participação de Belivaldo na chapa majoritária será reivindicada pelo senador Antônio Carlos Valadares (PSB) na conversa que terá com Déda. O governador, para montar a chapa, vai dizer a Valadares que reconhece a lealdade de Belivaldo, sua importância para o grupo, mas não poderá atender ao pleito do PSB, que já terá um candidato ao Senado, e que precisa dividir os espaços com igualdade para os partidos da base aliada.
Embora não se manifeste publicamente, Valadares está irritado com a atual situação, mas não pretende sair do grupo.
Sua irritação carrega as tintas de colunas políticas publicadas nesta sexta-feira, e será repetida, nas mesmas colunas, nos próximos dias.
Mais notícias do "CADERNO": comum
Cadastre seu email e receba notícias do ClickSergipe
|