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O governador Marcelo Deda (PT), candidato à reeleição, concedeu na manha desta quinta-feira (29), a sua primeira entrevista como candidato. Em entrevista a Rádio Jornal, Deda fez uma comparação de seu governo com o anterior e embora com moderação, disse que ao contrario do governador João Alves Filho (DEM), ele tem compromisso com a verdade. O candidato petista disse que no seu mandato houve mais acertos que erros.
Deda fez um balanço de sua administração, afirmando que não foram realizadas mais obras, devido ao endividamento em que recebeu o estado. O governador disse que recebeu o estado com uma divida de mais de R$ 100 milhões e ainda com restrições para contrair dividas. Quanto a essa divida, Deda disse que o ex-governador João Alves não tem condições de governar o estado por ser um “gastador”. “O ex-governador é um gastador e não está acostumado com a Lei de responsabilidade fiscal. Eu não estou dizendo que houve desvio de dinheiro, mas ele tem estilo político do século 20”, disse Deda.
Ele também afirmou que recebeu o estado com o maior “acervo de obras paradas”. Deda atribui isso a falta de visão e adaptação à LRF. Para o candidato petista, seria preciso mais 4 anos para realizar os projetos que havia prometido em 2006, pois segundo ele, devido as dividas e as restrições, acabou faltando tempo. “Nós inciamos um processo de modernização, partindo dos salários dos policiais, professores e as obras que realizamos e as que estão em andamento e com certeza realizamos 70% de nossos projetos”, disse ele, explicando que algumas obras que estão em atraso, é devido a “malandragem” de algumas empreiteiras que, segundo ele, entram nas concorrências e depois pressionam o governo para reajustar o preço.
O governador também falou da segurança pública no estado, afirmando que há déficit no número de PMs e aproveitou para anunciar o concurso público. Deda disse que seriam necessários ao menos mais 500 policiais, envolvendo ai PMs e Civis.
Quanto as criticas feitas pelos Síntese, e os problemas enfrentados na educação, Déda disse entender que os sindicatos foram criados para cobrar. “O sindicato não foi feito para fazer caricia no governador”, defendeu ele.
Deda também falou sobre privatizações, afirmando que em seu vocabulário não existe essa palavra. Ele negou qualquer intenção em privatizar o banese e a Deso. “Se fosse para privatizar o Banese, eu teria que ter feito logo que recebi, pois peguei o banco um bagaço, tanto que seus antigos diretores estão sendo processados”, explicou.
O candidato disse ainda sobre a instalação da usina nuclear, defendo que isso iria trazer muitos benefícios para o estado, porem segundo ele, a decisão será a partir do momento em que for discutido com a assembléia e a sociedade organizada.
Quanto a membros do Partido dos Trabalhadores, apoiarem a candidatura de Albano Franco (PSDB), ao senado, Marcelo Deda disse apoiar a decisão do presidente do PT, Silvio Santos, em levar para a comissão de ética quem o fizer. “Eu apoio a decisão do nosso presidente Silvio Santos, já que nós temos os nossos candidatos, o Valadares e Eduardo Amorim”, defendeu Deda.
Fonte: Munir Darrage - Faxaju
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