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Mangue Seco – Um destino bem sergipano

8/3/2009

Se você tiver mais alguma imagem deste paraíso,

nos envie por favor.

 

 

Mangue Seco, um destino de tranquilidade depois do carnaval. O turista encontra um misto de equilíbrio natural, rusticidade e infra estrura, além de uma paisagem sem igual a apenas 114 km de Aracaju.

De um lado, o rio Real. Do outro, o mar. Em meio à rústica paisagem, um vilarejo encravado entre dunas. Assim é Mangue Seco, um povoado que fica na baía de Estância, município de Jandaira, entre à divisa dos Estados de Sergipe e Bahia. Distante de Aracaju 114 km, o turista encontra tranqüilidade e paz, além de uma paisagem sem igual. Lendas contadas pelos moradores tornam o vilarejo mágico. As mais famosas soam como uma novela quando envolvem os personagens do romance "Tieta do Agreste", de Jorge Amado, que tem como cenário a localidade.

 Nada mais justo do que embarcar nesta aventura, ou melhor, embarcar neste cenário de novela, pois tudo começa muito cedo, ao amanhecer do dia, quando se ouve o roncar dos motores dos bugres que levam turistas para conhecer a região. Não tem como escapar. As pousadas e poucos hotéis ficam no meio do vilarejo. A pedida é contratar os serviços de um deles.

 A dica é partir de onde está instalado e começar bem cedo. Aprecie a beira-rio e visite a igrejinha ao centro do povoado. Também conheça as casas consideradas dos personagens Bafo de Bode e de Tieta, dentre outras que serviram de cenário para a filmagem da novela. Mais uma vez as lendas vão povoar as conversas de turistas e nativos.

 

Depois de conhecer a Vila de Mangue Seco, o bugreiro (motorista do bugre) irá perguntar se o passeio e com emoção ou sem emoção. O embarque para a aventura nas dunas de Tieta está garantido. São dunas que mudam de local e tamanho. Muitas delas já soterraram casas e o cemitério da localidade. O motorista pára em pontos pitorescos e há 1,5km chegará na praia de Mangue Seco, onde tem barraquinhas que servem de cerveja a água de coco gelada e rede, isso mesmo, rede para o conforto do visitante.

 
O atrativo a mais é encontrar os vendedores das “Muquequinhas”, ou melhor, um catado de aratu enrolado em palha de coqueiro ou palmeira, bem temperado com tomate, cebola, pimentão, azeite-de-dendê e urucum. Reserve um tempo para passar uma tarde de lazer na praia. Se preferir pode até chegar à praia Costa Azul, mas não mudará muito a paisagem.
 
Na volta ao vilarejo, contemple o pôr-do-sol. À noite, esqueça do burburinho e da badalação das cidades. Não há muita diversão noturna. A dica é curtir a vida tranqüila e pacata e bater um papo com os moradores. Alguns restaurantes na localidade ficam até o último cliente.
 
Pouco iluminada, a vila oferece uma noite estrelada; se a lua é cheia, o rio reflete  sua luz e a paisagem é deslumbrante. Se preferir, pode-se caminhar pelas dunas. Uma outra opção é caminhar pela margem do rio Real. Os coqueiros se debruçam, curvando o tronco sobre as águas e lembram as paisagens jorgeamadianas.
O cenário continua sendo de tranqüilidade e contato com lendas, personagens e natureza ainda preservada. O vilarejo parou no tempo, porém, diz os nativos que foi para contemplar a bela paisagem. O turista agradece pela tranqüilidade, poesia, praias e rios limpos. A melhor dica é fazer parte deste cenário.
 
Como Chegar
 
Partindo de Aracaju atravesse o rio Vaza-barris, no Mosqueiro. Segue a rodovia SE 050 e chega ao município de Itaporanga D’Ajuda, mais precisamente na praia de Caueira. Logo após, já no município de Estância, o turista tem acesso a embarcações no Porto N’Angola. A travessia de lancha custa em média R$ 50 por pessoa, porém, há embarcações maiores e vale à pena pechinchar. O carro deve ficar em estacionamentos do próprio atracadouro.
 
Quem vai pela BR 101 deve pegar o sentido Linha Verde, na Bahia. Siga até Indiaroba e dali por mais 12 km até Pontal. Pode-se deixar o carro estacionado e seguir de barco (mais ou menos 40 minutos atravessando o Rio Real) até Mangue-Seco. Para quem vem de ônibus o ideal é ir até Estância-SE e daí tomar um outro até Pontal.
 
Dicas de viagem
 
Dois dias é o suficiente. Vale à pena passar uma noite no local para contemplar o pôr-do-sol e o amanhecer;
 
Há agencias de viagem em Aracaju que fazem passeios de um dia para Mangue Seco, o tradicional bate e volta, ao preço médio de R$ 70;
 
O povoado já apresenta estrutura para receber bem os visitantes. São inúmeras pousadas a grande maioria rústica e sem muito conforto. Possui ainda inúmeros restaurantes quase todos bem simples;
 
O preço do passeio de bugre pode ser ajustado. Deve-se negociar com o bugreiro;
 
A pousada Surubim é a única que fica bem na encosta de uma duna, no lado esquerdo do vilarejo, à beira-rio com o encontro do mar. Os proprietários são generosos e se pode pedir refeições que não tem no cardápio. Há também um armazém dentro da pousada e um bom de café da manhã;
 
Moquequinha da Dona Railda e Recanto da Sula são opções;
Os hotéis e pousadas variam de R$ 40 até R$ 200, por duas pessoas, a depender da instalação e da temporada do ano;
 
 
Curiosidade
 
Para se conseguir um quilo de carne de aratu, bastante apreciado na região, são necessários cerca de 100 aratus. Sua pesca é uma curiosidade. Os habitantes da região utilizam uma vara de pescar e na ponta coloca uma isca - um pedaço de caju, fruta da predileção do aratu, ou um crustáceo. Mas o que atrai o aratu, contam os pescadores, são os assobios. Isso mesmo!!! Os pescadores assobiam para chamar atenção do aratu. A pescaria é demorada, mas já redeu diversas lendas sobre ela.
Fonte: Sílvio Oliveira
Fotos: Silvio Oliveira
Fotos: Filcker
 
Essas e mais fotos e outras informações sobre Mangue-Seco encontra-se também no site de:
 
Hermógenes Meira - www.praiademangueseco.com.br





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